Dealmakers afirmam continuidade de fusões antes das eleições de meio de mandato

A entrevista no Bloomberg Deals contou com Charlie Bouckaert, chefe global de M&A da JPMorgan, e Michael Aiello, sócio da Weil, que afirmaram que não há expectativa de desaceleração nas atividades de fusões e aquisições antes das eleições de meio de mandato nos EUA. O mecanismo subjacente é a manutenção de fluxo de capital para financiamentos, emissão de ações e pagamentos de taxas de assessoria, o que preserva a liquidez nos mercados de crédito e de capitais. Para investidores brasileiros, o desempenho positivo dos bancos americanos pode elevar o apetite por risco e apoiar o real e o IBOV por meio de fluxos de capital estrangeiro. Historicamente, ciclos eleitorais de meio de mandato nos EUA não interromperam significativamente o volume de M&A, mantendo a rentabilidade das bancas de investimento. O gatilho de monitoramento será a própria realização das eleições de novembro de 2026, que testará a resiliência do fluxo de negócios. No horizonte de médio prazo, se o ritmo de M&A permanecer sólido, espera‑se um reforço incremental nos lucros dos bancos ao longo dos próximos 6‑12 meses.

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