As forças do governo do Iêmen, apoiadas por ataques aéreos da Arábia Saudita, continuam a enfrentar os Houthis, buscando conter seu avanço e resultando no deslocamento de milhares de pessoas. Essa escalada do conflito em uma região estratégica eleva o prêmio de risco geopolítico, funcionando como um 'seguro' que os mercados adicionam ao preço do petróleo devido ao medo de interrupções no fornecimento. Para o investidor brasileiro, a alta do petróleo pode impulsionar as receitas da Petrobras, mas também pressionar a inflação doméstica e os custos de transporte, como a 'gasolina no posto' que encarece o frete para o varejo. Um paralelo histórico é o ataque às instalações petrolíferas sauditas em 2019, que causou um salto de 15% nos preços do Brent. Os próximos gatilhos a monitorar são a intensificação ou uma possível desescalada dos combates e eventuais negociações de paz. No médio prazo, a persistência do conflito manterá o prêmio de risco elevado no petróleo, sustentando os setores beneficiados, mas também gerando pressões inflacionárias globais.
O conflito no Iêmen deve manter o prêmio de risco no mercado de petróleo elevado nas próximas 2-4 semanas, com o Brent negociando entre $105 e $110 por barril. A volatilidade será alta, e a atenção se voltará para a extensão dos ataques, a capacidade de resposta das forças governamentais e possíveis iniciativas diplomáticas de cessar-fogo, que podem alterar rapidamente o cenário.
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