A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma espécie de “vacina” contra atos de vandalismo e a repressão da Polícia Militar antes da última manifestação do petista no segundo turno, na tarde deste sábado, em São Paulo. A coordenação da candidatura afirmou ter negociado com o governo de São Paulo, a prefeitura da capital e a Justiça Eleitoral medidas para evitar problemas durante a caminhada que o presidente fará, e pediu para que os policiais estejam identificados e mantenham a gravação sem interrupções das câmeras corporais. Em seu último ato de campanha, Lula deve percorrer 1,2 km da avenida Paulista em carro aberto, para ter contato com a militância. Nos dois atos anteriores da campanha de Lula em São Paulo, no encerramento do primeiro turno, em 3 de outubro, e no segundo turno, no dia 11, a campanha relatou a disseminação de notícias falsas contra a candidatura, como a suposta pichação e depredação de uma estação de metrô por militantes, com imagens manipuladas por inteligência artificial, além de problemas com a Polícia Militar, na concentração dos atos. À frente da organização do ato em São Paulo, o presidente do PT paulista, deputado Kiko Celeguim, e o advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, falaram com a imprensa na manhã deste sábado para detalhar as negociações com os governos de São Paulo, prefeitura e Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) para que o último ato da campanha de Lula transcorra de forma pacífica e sem depredações. Segundo Celeguim, a campanha se organizou para instalar tapumes de proteção em duas estações do metrô, para evitar atos de vandalismo, mas foi informada nesta madrugada que não seria necessário. O dirigente petista citou “empecilhos” enfrentados com a polícia no último ato do primeiro turno, quando policiais tentaram tirar manifestantes que se concentraram na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta, na capital, antes de uma caminhada pela Augusta. Celeguim disse que a organização da manifestação deste sábado foi negociada no dia 20, com autoridades policiais e dos governos estadual e municipal. “É importante que a gente ressalte todas as iniciativas tomadas, para evitar mal entendidos. Estamos muito tranquilos e não vai ter tensão nem violência”, afirmou o presidente do PT-SP. Marco Aurélio Carvalho ressaltou o pedido feito pela campanha para que os policiais e os agentes da Guarda Civil Metropolitana estejam identificados e gravem, com as câmeras corporais, as ações durante o ato, para evitar problemas. “Ocupamos as ruas do país na campanha e não tivemos nenhum episódio de violência. Não vão nos intimidar”, afirmou. “Estamos preparados para enfrentar inverdades e truculência”, disse. Carvalho afirmou ainda que a campanha mobilizou advogados para acompanharem o ato e ajudarem a militância, se for preciso. “Lula se alimenta da energia das pessoas. Vamos garantir o melhor ambiente possível”, disse Celeguim. Nos dois atos anteriores da campanha de Lula em São Paulo, no encerramento do primeiro turno, em 3 de outubro, e no segundo turno, no dia 11, a campanha relatou a disseminação de notícias falsas contra a candidatura, como a suposta pichação e depredação de uma estação de metrô por militantes, com imagens manipuladas por inteligência artificial, além de problemas com a Polícia Militar, na concentração dos atos Foto: Ricardo Stuckert
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