O iFood protocolou um pedido junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 29 de setembro, solicitando a rejeição da entrada da Flash como terceira interessada em um inquérito. Este inquérito, aberto em 2022, investiga se o iFood, empresa dominante no setor de entregas, utiliza sua posição para beneficiar o iFood Benefícios, seu braço de vale-refeição e alimentação, em detrimento de empresas rivais. O mecanismo econômico em questão é a possível distorção da concorrência, onde uma plataforma estabelecida pode limitar o acesso de concorrentes ao mercado e influenciar a escolha do consumidor. Embora as empresas diretamente envolvidas não sejam listadas em bolsa, a decisão do Cade afeta o ambiente regulatório e competitivo para plataformas digitais e empresas de benefícios no Brasil. A Flash, que apresentou seu pedido em julho, busca participar para defender seus interesses como concorrente. Um precedente histórico similar ocorreu em 2017, quando o Cade multou a Ambev por práticas de exclusividade em bares, visando restaurar a concorrência. O próximo gatilho a monitorar é a deliberação do Cade sobre o pedido da Flash e a solicitação do iFood para arquivamento do caso, ambas ainda em análise. O desfecho será definido pela decisão final do Cade, que poderá impor multas ou medidas corretivas sobre as práticas do iFood Benefícios.
O que define o desfecho são as próximas decisões do Cade: primeiro, sobre a admissão da Flash no inquérito, e em seguida, sobre o pedido de arquivamento do iFood. A data dessas deliberações ainda não foi divulgada.
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