As eleições em Israel concluíram-se em 27 de outubro de 2026 com um impasse, segundo pesquisas de boca de urna das principais redes de televisão. Nem o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu nem seu principal rival, Gadi Eisenkot, atingiram a maioria necessária de 120 cadeiras no Knesset. O impasse pode favorecer Netanyahu, permitindo que ele permaneça no poder interinamente enquanto os partidos tentam formar uma coalizão de governo. A votação registrou participação recorde, ocorrendo em meio à guerra em Gaza, que começou com ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, e nas subsequentes hostilidades em Gaza, Líbano e Irã. Netanyahu, de 77 anos, já ocupou o cargo por quase 19 dos últimos 30 anos e enfrentou acusações de corrupção, além de críticas sobre falhas de inteligência que permitiram que militantes do Hamas matassem 1.200 pessoas e fizessem 251 reféns. Eisenkot, de 66 anos, ex‑chefe militar, emergiu como o adversário mais forte, destacando suas credenciais em segurança enquanto se posicionava como centrista. Sem nenhum partido conseguir 61 cadeiras sozinho, Israel pode enfrentar negociações prolongadas ou uma nova eleição.
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