A guerra no Irã e os ataques ucranianos a refinarias russas reduziram a capacidade global de refino em quase 5 milhões de barris por dia em julho, impactando a oferta de combustíveis refinados. Embora o petróleo Brent tenha recuado para aproximadamente $90 o barril, após um pico de $126, a escassez de produtos derivados se aprofundou. Refinarias americanas como Phillips 66 e Marathon Petroleum estão operando em alta capacidade, capitalizando sobre as margens elevadas dos produtos refinados. Esse desequilíbrio impulsiona os resultados financeiros dessas empresas, que se beneficiam da forte demanda e da oferta restrita globalmente. Para o investidor brasileiro, o impacto se traduz em custos de combustível mais altos para companhias aéreas como AZUL4 e GOLL4, além de pressão inflacionária. Historicamente, períodos de gargalos na cadeia de refino, como a crise do petróleo de 1973, resultaram em lucros extraordinários para os operadores de refino. O próximo gatilho a monitorar é a evolução da capacidade de refino global e dados sobre estoques de produtos refinados nos próximos meses. No médio prazo, espera-se que as margens de refino permaneçam elevadas até que a capacidade global se normalize ou a demanda seja materialmente destruída.
As refinarias dos EUA, como PSX ($165.56) e VLO, devem continuar a reportar fortes lucros no 3º e 4º trimestres de 2026, impulsionadas pelos elevados 'crack spreads'. Se a capacidade de refino global permanecer restrita, essas empresas podem ver suas ações subir 10-15% nos próximos 3-6 meses. O principal gatilho de risco seria uma desescalada geopolítica que permitisse a rápida recuperação da capacidade de refino global.
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