A Fitch Ratings informou nesta sexta-feira (17) que não utilizará mais seu cenário adverso de guerra envolvendo o Irã como referência para sinalizar rebaixamentos de classificação de risco. A agência avaliou que a probabilidade de tal conflito se concretizar caiu abaixo do nível necessário para manter o cenário em suas análises, implicando uma desescalada percebida das tensões geopolíticas. Economicamente, essa mudança reduz o prêmio de risco geopolítico embutido nos preços do petróleo e na demanda por ativos de segurança, como o ouro. Consequentemente, empresas produtoras de petróleo como PETR4 e XOM podem enfrentar pressão de baixa, enquanto companhias aéreas como AZUL4 e GOLL4 podem se beneficiar de custos de combustível mais baixos. Para o investidor brasileiro, a redução da aversão ao risco global pode resultar em um fluxo de capital mais favorável e menor pressão sobre o câmbio (USDBRL), enquanto a Selic pode ter mais espaço para cortes em um cenário de menor inflação importada. Um paralelo histórico pode ser traçado com o alívio das tensões no Estreito de Ormuz em 2019, que resultou em uma estabilização dos preços do petróleo e um aumento da confiança nos mercados emergentes. O próximo gatilho a monitorar será a evolução das negociações diplomáticas na região e os fluxos de capital para mercados emergentes, com horizonte de médio prazo indicando um ambiente global mais estável para investimentos.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo (Brent hoje $86.89) sintam a ausência do prêmio de risco de guerra, com potencial de queda para a faixa de $80-83 por barril se não houver novos catalisadores geopolíticos. Este cenário favoreceria companhias aéreas (AZUL4, GOLL4), que podem registrar ganhos de 5-10%. O gatilho para uma aceleração ou reversão será qualquer nova movimentação diplomática ou militar na região do Golfo Pérsico.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real