Em relatório divulgado na sexta‑feira (6), o Bradesco ajustou suas projeções macroeconômicas para o Brasil em 2027, indicando um cenário de crescimento próximo da estagnação e inflação mais alta. A instituição cortou a estimativa de avanço do PIB de 1% para 0,4% e aumentou a projeção do IPCA de 4,1% para 5,3%. A taxa Selic, que deveria encerrar o próximo ano em 11%, passou a ser prevista em 12,75%, com retomada de cortes apenas no segundo semestre. Para 2026, a previsão de crescimento foi reduzida de 1,7% para 1,5% e a inflação de 4,9% para 5,5%, enquanto a Selic final do ano subiu de 13,25% para 13,75%. O banco apontou que a desaceleração do crédito, menor confiança e condições financeiras restritivas devem aprofundar a perda de fôlego da economia, com queda de 0,4% no consumo das famílias no 2º trimestre e contração de 0,2% no 3º trimestre. A taxa média de desemprego foi elevada de 6,1% para 6,4%. O ativo ADPD3 foi mencionado na fonte.
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