A divulgação do IPCA-15 de junho, que registrou alta de 0,41% e desaceleração nos núcleos, superou as expectativas do mercado, indicando um arrefecimento da pressão inflacionária. Essa leitura mais benigna da inflação fortalece a percepção de que o Banco Central terá espaço para manter o ritmo de cortes na taxa Selic. Consequentemente, os contratos de juros futuros (DIs) apresentaram uma forte baixa no pregão, estendendo o recuo já observado na semana. O alívio nas taxas de juros tende a impulsionar a atratividade de ativos de risco, como ações de empresas domésticas e fundos imobiliários. Há um aumento do otimismo em relação ao ciclo de flexibilização monetária, que pode atrair fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. Monitorar as próximas divulgações de inflação e as atas do Copom será crucial para confirmar a trajetória.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se que os contratos de DI continuem a precificar cortes adicionais da Selic, impulsionando ações de empresas sensíveis aos juros, especialmente varejistas e construtoras. No horizonte de 1-3 meses, se o Banco Central confirmar a continuidade do ciclo de cortes, a Selic pode atingir um patamar mais baixo, mantendo o ambiente favorável para ativos de risco. O principal gatilho a monitorar será a próxima ata do Copom e as divulgações mensais do IPCA.
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