As importações chinesas de máquinas agrícolas cresceram em 2026, mesmo com retração do mercado doméstico, puxadas principalmente por tratores pequenos e de baixa potência. A avaliação foi apresentada nesta quarta-feira (28) por Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo ele, esse movimento ainda não representa ameaça direta ao núcleo da indústria brasileira. De acordo com Estevão, o avanço das compras externas tem se concentrado em microtratores e em modelos nas faixas de 18 a 37 cavalos e de 37 a 75 cavalos. Na avaliação dele, esse perfil de equipamento não corresponde ao principal foco da fabricação nacional. "Não é o core da nossa indústria", afirmou. Segundo o dirigente, no segmento acima de 75 cavalos, onde está a base de produção no Brasil, a elevação das importações foi pequena. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Estevão disse ainda que a entrada desses equipamentos pode estar associada a operações com ex-tarifário, mecanismo de redução temporária da alíquota de imposto de importação, e também à expansão de programas de incentivo voltados à agricultura familiar, como o Mais Alimentos. Nesse contexto, fornecedores externos passaram a invadir espaço em um mercado em que os fabricantes locais não atuavam ou tinham presença incipiente. A leitura da Abimaq é que, no caso específico das máquinas agrícolas, o crescimento das importações exige acompanhamento mais detalhado por subsegmento. A entidade também inclui na análise o avanço de equipamentos vindos da Índia. A Abimaq aprofunda o levantamento sobre as importações de máquinas agrícolas para consolidar um recorte mais preciso dos subsegmentos que vêm sustentando esse movimento no mercado brasileiro. Fonte: Estadão Conteúdo O post Importações da China avançam em tratores pequenos, diz Pedro Estevão apareceu primeiro em Canal Rural.
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