A Arábia Saudita retomou as exportações de petróleo através de um oleoduto crucial que atravessa o país, informou uma fonte com conhecimento direto do assunto. Os reparos foram finalizados após ataques de drones ocorridos no início do mês, restabelecendo a capacidade de escoamento. Para o investidor brasileiro, a queda dos preços do petróleo pode aliviar pressões inflacionárias, potencialmente abrindo espaço para a política monetária do Banco Central. Historicamente, a retomada de grandes capacidades de produção, como a de campos líbios em 2017, resultou em quedas de 5-7% no preço do Brent em semanas. O mercado monitorará a estabilidade da infraestrutura e a evolução da demanda global como próximos gatilhos. No médio prazo, a manutenção da oferta saudita contribui para um cenário de maior estabilidade nos preços de energia, mas tensões geopolíticas persistentes representam um risco altista.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo bruto (Brent) testem o suporte na faixa de US$95-98. Um fator chave a monitorar será a reação da OPEP+ a este aumento de oferta e a dinâmica da demanda global. Se não houver novos choques de oferta ou demanda, o cenário é de estabilização com viés de baixa para produtores e de alta para consumidores de energia.
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