A Arábia Saudita e os Houthis estão trocando ataques no Estreito de Bab al-Mandeb, com acusações de 129 ataques sauditas em 48 horas, o que gera crescente preocupação sobre o impacto na indústria petrolífera de Riade. Este conflito direto em uma rota marítima crucial eleva o prêmio de risco sobre a oferta global de petróleo, impactando diretamente os preços do Brent e WTI. No Brasil, a alta do petróleo pode pressionar a inflação e o câmbio, embora beneficie a Petrobras. Historicamente, a Guerra do Golfo de 1990-1991 viu os preços do petróleo subirem mais de 100% em poucos meses devido à incerteza na oferta. O próximo gatilho será qualquer ataque direto e confirmado à infraestrutura de produção ou exportação de petróleo saudita. No médio prazo, a persistência ou escalada do conflito pode manter os preços da energia elevados e a volatilidade do mercado.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo Brent, atualmente permaneçam voláteis com viés de alta, podendo atingir $108-112 se as tensões persistirem ou escalarem. O principal gatilho de alta seria a confirmação de um ataque direto a instalações de petróleo sauditas, enquanto uma desescalada diplomática poderia levar a um recuo. As companhias aéreas devem continuar sob pressão de custos, enquanto as empresas de defesa podem ver um aumento em suas carteiras de pedidos no médio prazo.
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