Após uma forte queda na primeira semana de outubro, quando chegou a ser negociado abaixo de R$ 5, o dólar voltou a subir frente ao real, encerrando a quinta-feira (15) cotado a R$ 5,087, com valorização de 1,17%. Esse avanço marcou a terceira sessão consecutiva de alta da moeda americana e reacendeu as discussões sobre o comportamento dos investidores estrangeiros, as perspectivas econômicas e os riscos fiscais associados ao cenário eleitoral. Segundo Rafael Perretti, economista da Clear Corretora, a queda inicial da moeda foi impulsionada pela entrada de capital estrangeiro e pela melhora das expectativas para os ativos brasileiros. A continuidade desse movimento, contudo, dependerá da manutenção dos investimentos internacionais e da percepção de risco sobre as contas públicas. Além do fluxo de capital, a trajetória da taxa Selic e o cenário fiscal são elementos importantes para o mercado cambial. As projeções do Boletim Focus mencionadas na análise recuaram de 13,75% para 13,25% ao ano para a Selic no encerramento de 2026, o que pode alterar a atratividade dos investimentos brasileiros.
O desfecho da eleição presidencial no segundo turno, juntamente com os primeiros sinais e declarações sobre a política econômica e fiscal do novo governo, definirá a continuidade do fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. A próxima reunião do Copom, agendada para 03 e 04 de novembro, também será crucial para a trajetória da taxa Selic e, consequentemente, para a atratividade dos investimentos.
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