A Coinbase, a Ripple e o Inter anunciaram que apresentaram pedidos de autorização ao Banco Central para atuar com serviços de ativos virtuais no Brasil. As três empresas se juntam à lista de instituições que buscam se adequar à nova regulamentação do mercado de criptomoedas, cujo prazo para a primeira etapa dos pedidos termina nesta sexta-feira (30). Os anúncios ocorreram na reta final do período de transição estabelecido pelo regulador, que passou a exigir regras específicas para empresas que oferecem serviços como intermediação, negociação e custódia de Bitcoin e outros ativos digitais. A regulamentação, publicada em novembro de 2025, estabelece exigências relacionadas a capital mínimo, governança, controles internos, segurança cibernética e proteção dos recursos dos clientes. A apresentação dos pedidos não significa que as empresas já receberam autorização definitiva do Banco Central. As solicitações ainda precisam passar por análise, e as instituições deverão cumprir as exigências correspondentes às atividades que pretendem oferecer. Além das três companhias, exchanges como Binance, Mercado Bitcoin, Ripio, Bybit e OKX também confirmaram pedidos recentemente. Coinbase e Ripple buscam ampliar atuação no Brasil A Coinbase, uma das maiores exchanges de criptomoedas dos Estados Unidos, confirmou que apresentou seu pedido de autorização dentro do novo regime brasileiro de prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs). Em comunicado, a companhia afirmou que a solicitação permitirá a continuidade de suas operações atuais no Brasil durante a implementação da regulamentação, observadas as condições estabelecidas pelo BC. A empresa também informou que pretende ampliar sua atuação para além da negociação de criptomoedas. Segundo Fabio Plein, responsável pela Coinbase no Brasil, a estratégia inclui serviços com ativos virtuais, operações de câmbio e serviços de pagamento, incluindo emissão de moeda eletrônica. “O pedido de autorização permitirá a continuidade das operações atuais da Coinbase no Brasil dentro do novo marco regulatório. De forma mais ampla, nosso objetivo é levar ao país o conceito de Everything Exchange, uma plataforma abrangente que oferece aos brasileiros acesso a ativos financeiros e criptoativos”, afirmou o executivo. A Coinbase destacou, entretanto, que cada uma dessas atividades dependerá do cumprimento das exigências e da obtenção das autorizações específicas aplicáveis. A Ripple também confirmou que protocolou sua documentação junto ao Banco Central na quarta (28), após ter anunciado, em março, a intenção de solicitar autorização para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais no Brasil. Conhecida por suas soluções de pagamentos internacionais e infraestrutura blockchain, a empresa americana oferece serviços de custódia e produtos voltados principalmente a instituições financeiras. Entre seus negócios está a stablecoin Ripple USD (RLUSD), criptomoeda que busca manter paridade com o dólar americano e é utilizada em operações financeiras e transferências internacionais. Isabel Sica Longhi, diretora de Políticas Públicas e Regulatório para a América Latina da Ripple, afirmou que o processo representa uma etapa importante para a atuação da companhia no país. “O processo de autorização representa um marco importante para a maturidade do setor no país, e o pedido de autorização demonstra o interesse claro da Ripple em seguir contribuindo para esse desenvolvimento”, declarou. A empresa não divulgou o número do processo nem detalhou publicamente a modalidade específica solicitada ao Banco Central. Inter também formaliza pedido para operação de ativos digitais O Inter foi outra instituição a anunciar um movimento regulatório nesta semana. O banco informou que protocolou um pedido de autorização relacionado à Inter Digital Assets, estrutura dedicada às suas operações com ativos digitais. A informação foi divulgada por Bruno Grossi, executivo do Inter, em publicação no LinkedIn. Segundo ele, o requerimento foi resultado de um processo de preparação que envolveu análises de riscos, adequações operacionais e discussões técnicas entre diferentes áreas da instituição. “O protocolo é um marco, mas também o início de uma nova etapa”, escreveu Grossi. O banco não informou qual modalidade de autorização foi solicitada, o capital previsto para a operação nem quais serviços estão incluídos no pedido. Em sua publicação, o executivo mencionou oportunidades relacionadas a criptomoedas, stablecoins, tokenização e pagamentos internacionais. Entretanto, essas referências não significam que todos esses produtos estejam contemplados na solicitação ou já tenham recebido aprovação regulatória. A situação também exige distinguir o banco, que já possui autorização para funcionar como instituição financeira, da pessoa jurídica responsável pela operação de ativos digitais. A Resolução BCB nº 520 prevê procedimentos específicos para instituições financeiras previamente autorizadas que desejam prestar serviços com criptomoedas. Dependendo da estrutura utilizada, pode ser necessária uma comunicação formal das atividades ou um pedido de autorização para uma nova empresa do grupo. Foi o que ocorreu com o Itaú, que comunicou formalmente ao Banco Central sua atuação com intermediação e custódia de criptomoedas, utilizando o procedimento previsto para instituições financeiras já autorizadas. No caso do Inter, ainda não foram divulgados detalhes suficientes para identificar todas as condições do processo apresentado pela Inter Digital Assets. 25 empresas e instituições já tinham sido identificadas em pedidos, registros ou comunicações relacionados à nova regulação, incluindo a Ripple e o Inter. O número, entretanto, não representa uma lista oficial de licenças concedidas. O levantamento reúne pedidos anunciados pelas empresas, registros públicos, comunicações regulatórias e até um processo anteriormente indeferido. A aproximação do prazo de 30 de outubro tem acelerado os anúncios de pedidos de autorização. Enquanto algumas companhias decidiram continuar operando e se adaptar às novas exigências, outras, como Coinext, NovaDAX e Digitra.com, anunciaram o encerramento de suas atividades com criptomoedas no país. As empresas que já prestavam serviços regulados e não apresentarem seus pedidos dentro do prazo deverão interromper essas atividades, seguindo o período de encerramento previsto nas normas do Banco Central. Já aquelas que protocolarem a solicitação poderão continuar operando durante a análise, desde que atendam às condições estabelecidas para o regime de transição. Se você quer investir em criptomoedas com segurança, o Mercado Bitcoin oferece um benefício especial aos nossos leitores: use o cupom PORTAL250 no cadastro e ganhe R$ 50 de bônus em Bitcoin ao comprar R$ 250 em ativos. Clique aqui para abrir sua conta. O post Coinbase, Ripple e Inter entram com pedido de licença cripto no Banco Central apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.
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