A Eurasia reduziu as chances de o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencer o segundo turno da disputa para presidente de 70% para 60%. A consultoria avalia que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou um ímpeto que pode vir a encolher a vantagem do adversário. A análise considera que as pesquisas, que hoje dão um empate entre os dois postulantes, superestimam Lula em um ponto. Há uma histórica subavaliação do chamado ‘voto envergonhado’ da direita que se encorpou com o bolsonarismo. Na avaliação da consultoria, o que aumenta as chances de Lula é a tendência das pesquisas que registram uma melhora nos seus índices de aprovação e de piora na rejeição de Flavio Bolsonaro. Contribuiria para isso o efeito da campanha negativa sobre os vínculos do senador com milícias e a ameaça de corte em programas sociais. Por outro lado, as promessas de passe livre no transporte público e propostas como o Pé-de-Meia Universitário, aliadas à aprovação da jornada de trabalho 5x2, contribuíram para elevar os índices de aprovação do presidente. Sobre o debate da noite desta sexta-feira, a expectativa da Eurasia é de que os dois candidatos ajustem sua estratégia em função dos grupos focais que apontaram uma atitude excessivamente agressiva e desrespeitosa do senador em relação a um presidente octogenário. O formato do debate da Rede Globo, além disso, não permitirá as condições que viabilizaram a conduta de Flávio Bolsonaro que transitou atrás de Lula ao longo de suas respostas com gestos de discordância em relação à fala do adversário, mimetizando o presidente Donald Trump em debate eleitoral com Hillary Clinton. Fotos: Reuters/Mateus Bonom e Diego Herculano
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