Americanos demonstram curiosidade sobre eleição no Brasil ao votar nas midterms

No dia em que os eleitores americanos vão às urnas para escolher seus representantes no Congresso, diversos votantes também perguntam sobre a corrida presidencial no Brasil, que terminou em 25 de outubro com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se desdobrou na fuga de seu adversário, Flávio Bolsonaro, para os Estados Unidos. "Que história é essa que tem um candidato do Brasil nos EUA? Eu li por cima", questiona David, um eleitor de Fredericksburg, na Virgínia, e membro da igreja pentecostal que já trabalhou em missões na Amazônia peruana. "O que você acha do candidato à presidência? As acusações contra ele são legítimas? Eu sei que ele está aqui, mas não consegui acompanhar de perto. Sei que seu pai foi presidente antes também", conta Alex, executivo em uma empresa de tecnologia. Alex e David pediram para não terem seus sobrenomes divulgados. "Ouvi falar do exército do WhatsApp. Com sorte, seremos nós em 2028", diz uma jovem democrata, que pediu para não ser identificada. O eleitor independente Phillip Carter, consultor e ex-diplomata, conta ter vários amigos republicanos que não gostam do que o presidente Donald Trump tem feito. "Toda essa ideia de se alinhar a Vladimir Putin presidente da Rússia. E agora essa loucura com Bolsonaro do Brasil aqui, que ele está apoiando. Os americanos precisam ficar de fora da política dos outros povos", afirma.

Análise

Não há evento futuro que defina um desfecho claro para essa curiosidade dos eleitores americanos. A evolução dependerá de como a cobertura da mídia e o debate público evoluam nas semanas seguintes ao dia das eleições americanas, sem previsão de impacto econômico ou financeiro.

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