Paul Tudor Jones aposta contra ações em 2027 por onda de IPOs de IA

Paul Tudor Jones, fundador da Tudor Investment Corporation, declarou em 13 de outubro de 2026, à CNBC, sua intenção de operar vendido em ações dos EUA durante todo o ano de 2027. Sua tese é fundamentada na expectativa de que uma grande quantidade de empresas privadas, especialmente do setor de inteligência artificial, farão suas ofertas públicas iniciais (IPOs), aumentando significativamente a oferta de ações no mercado. Jones traça um paralelo com o período de 1998 a 2002, quando desbloqueios de ações pós-IPOs facilitaram operações vendidas, culminando em uma queda de 78% no Nasdaq Composite entre março de 2000 e outubro de 2002. Analistas da Goldman Sachs preveem que as emissões de ações nos EUA atingirão US$ 600 bilhões em 2027, superando o recorde de US$ 540 bilhões de 2021. Empresas como Anthropic, avaliada em US$ 965 bilhões após uma rodada de financiamento em maio de 2026, e OpenAI, que busca uma avaliação acima de US$ 1 trilhão, já apresentaram declarações de registro confidenciais à SEC para IPOs em 2027. Esses lançamentos somam-se ao IPO de US$ 75 bilhões da SpaceX em junho de 2026. A pressão de oferta é agravada pela recente alta do rendimento do título do Tesouro dos EUA de 10 anos, que superou 5,3%, atingindo níveis não vistos desde 2002.

Análise

O desfecho da tese de Paul Tudor Jones será determinado pelo volume real e pela demanda pelos IPOs de mega-empresas de IA como Anthropic e OpenAI, cujas listagens são esperadas para 2027. Além disso, a trajetória dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos, influenciada pelas decisões do FOMC (próxima reunião em 28 de outubro de 2026), será crucial para as valuations de equity.

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