Manhã no mercado: Investidores aguardam PIB dos EUA e monitoram rumos da política econômica no Brasil

Após o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, dar poucos sinais sobre os próximos passos do banco central americano, os investidores devem acompanhar nesta quinta-feira os dados do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) em busca de pistas sobre uma nova alta de juros em dezembro. Nas bolsas americanas, os agentes reagem ao tombo da gigante Alphabet e aguardam os balanços de Amazon e Intel, em meio à queda dos futuros dos índices de Nova York. No Brasil, a reprecificação dos ativos após a surpresa do mercado com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou-se aos rumores sobre a política econômica do próximo mandato, ampliando a pressão sobre a bolsa, os juros futuros e o real no pregão de quarta-feira. Com as atenções divididas entre o exterior e a política econômica do próximo governo Lula, ainda em definição, a cautela deve prevalecer nos mercados locais. A preocupação com os custos da inteligência artificial segue elevada neste início da temporada de balanços, enquanto o petróleo recua mais de 1% no mercado internacional. A queda ocorre em meio aos esforços do governo americano para retomar as negociações com o Irã, a poucos dias das eleições de meio de mandato. Neste contexto, o PCE deve ajudar a calibrar as apostas para os juros americanos em dezembro. De acordo com a mediana das projeções dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal, o índice deve ter avançado 0,5% em setembro, após alta de 0,3% em agosto. Em 12 meses, a taxa deve acelerar de 3,4% para 3,7%. Para o núcleo, que exclui alimentos e energia, a expectativa é de alta de 0,3% no mês, ante 0,2% em agosto, e de 3,1% em 12 meses, frente a 3,0%. No mercado local, os agentes avaliam as sinalizações sobre quem deverá liderar a equipe econômica do quarto mandato de Lula. Segundo apurou o Valor, conversas intensas vêm ocorrendo nos Palácios do Planalto e da Alvorada, em meio ao embate entre desenvolvimentistas e fiscalistas sobre os rumos da política econômica. Na frente política, após a carta golpista do senador Flávio Bolsonaro (PL), na qual se declara “líder do Brasil”, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que “não irá se envolver”. Ainda assim, os investidores seguem atentos à possibilidade de interferência de Trump no Brasil. Unsplash

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real