Na quinta‑feira, 5 de novembro de 2026, o dólar fechou a sessão à vista em alta de 0,68%, a R$ 5,48, após o Copom divulgar, no dia 4, a decisão de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. A moeda começou o dia em queda, mas perdeu força à medida que a aversão ao risco se intensificou em Wall Street, refletida na queda de 0,02% do índice DXY, que operava em 101,5500 pontos por volta das 17h (horário de Brasília). Vitor Kayo, da Nomad, destacou que o diferencial de juros entre Brasil e EUA pode dar suporte ao real, embora o dólar continue sensível às sinalizações fiscais do novo governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu‑se com ministros e economistas, sem anunciar medidas, e deve divulgar um pacote fiscal no domingo, 8. Lucas Xavier, da AW Capital, apontou que o fluxo estrangeiro na bolsa brasileira foi negativo em R$ 12 bilhões nos oito últimos pregões, indicando maior aversão ao risco. A alta do dólar ocorre antes da divulgação do relatório de emprego dos EUA (payroll (relatório mensal de empregos dos EUA)), que pode influenciar expectativas de juros e inflação norte‑americanas.
O resultado será influenciado pela divulgação do pacote fiscal brasileiro em 8 de novembro de 2026, que pode alterar o cenário de risco e a percepção de atratividade do real. Paralelamente, a evolução da política monetária norte‑americana, observada nas reuniões do Fed, pode afetar o diferencial de juros e, consequentemente, o fluxo de capitais.
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