O dólar americano está sendo negociado em sua mínima de quase dois meses, à medida que os mercados aguardam a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos. A expectativa é que uma leitura mais branda do CPI reforce a visão de um Fed menos hawkish, diminuindo a probabilidade de novas altas de juros ou até antecipando cortes. Este movimento de desvalorização do dólar tende a impulsionar ativos de risco globalmente, como as ações de tecnologia, e favorecer moedas de mercados emergentes. Para o investidor brasileiro, um dólar mais fraco (USDBRL em queda) pode aliviar pressões inflacionárias importadas e tornar os ativos locais mais atrativos, beneficiando o Ibovespa. Historicamente, após a divulgação de um CPI abaixo do esperado em outubro de 2023, o DXY caiu aproximadamente 2% em uma semana, enquanto o S&P 500 subiu cerca de 2.5%. O principal gatilho a ser monitorado é a divulgação oficial dos dados de inflação, que pode gerar volatilidade imediata. No médio prazo, se a inflação continuar desacelerando, o dólar poderá manter sua trajetória de baixa, sustentando um ambiente de 'risk-on' para os mercados.
Nas próximas 24-48 horas, o DXY (99.68 hoje) tem potencial para testar 99.00-98.50 se os dados de inflação dos EUA vierem suaves. No médio prazo (1-2 semanas), um enfraquecimento sustentado do dólar pode impulsionar o QQQ ($723.03) em direção a $740-$750, enquanto o USDBRL (5.0842) pode se aproximar de 5.00-5.05, dependendo da clareza do Fed sobre sua política futura.
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