A região de Johor, no sul da Malásia, transformou-se em um polo para a corrida global da inteligência artificial, com a construção de múltiplos data centers por empresas como a DayOne, que tem raízes em uma das maiores operadoras chinesas. As instalações abrigarão chips avançados de inteligência artificial da Nvidia, que, embora com exportação restrita para a China pelas sanções dos Estados Unidos, podem ser acessados por empresas chinesas como a ByteDance por meio de centros de dados localizados fora do território chinês. Essa distinção, combinada com terrenos baratos, energia acessível e proximidade de cabos submarinos, atraiu investimentos de gigantes americanas como Microsoft, Google e Oracle, que buscam se aproximar de clientes asiáticos, e de empresas chinesas como Tencent e Alibaba. Segundo a agência estadual Invest Johor, o estado de Johor possui 65 projetos de data centers em operação, construção ou aprovação, consumindo atualmente mais de 2 gigawatts de eletricidade e podendo atingir 10 gigawatts caso todos os planos se concretizem, o que gera preocupações sobre o consumo de água e energia.
O futuro da Malásia como polo de IA dependerá da manutenção de sua posição geopolítica neutra em relação às tensões EUA-China e da capacidade do país de gerenciar a crescente demanda por recursos como eletricidade e água. A atenção das autoridades americanas, mencionada na notícia, pode levar a novas discussões regulatórias sobre o acesso a chips avançados de IA, embora não haja uma data específica para tal desfecho na notícia.
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