Na sessão de segunda-feira, 26 de outubro, os juros futuros no Brasil registraram uma elevação superior a 15% em diversos contratos, com exceção das pontas mais curtas da curva a termo. Esse movimento ocorreu em resposta à surpreendente vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no dia anterior para um quarto mandato, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. A expectativa do mercado, que estava posicionada para um desfecho diferente, gerou um cenário de forte estresse e ampla liquidação de posições no mercado de renda fixa. A situação de disfuncionalidade levou a B3 a ajustar os limites de oscilação diária em três ocasiões e o Tesouro Nacional a realizar duas intervenções no mercado de títulos públicos. Ao final do pregão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 subiu de 13,465% para 13,725%. O DI de janeiro de 2028 saltou de 12,855% para 14,905%, o de janeiro de 2029 disparou de 12,64% para 15,25%, e o de janeiro de 2031 registrou alta de 12,64% para 15,24%.
Acompanhar as declarações e propostas nos próximos dias e semanas será crucial para a reavaliação dos prêmios de risco e da trajetória dos juros futuros. Dados de inflação e as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), como a reunião do FOMC em 04/11 e o PIB dos EUA em 29/10, também influenciarão o cenário global e, consequentemente, o local.
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