O levantamento exclusivo da Elos Ayta para o InfoMoney mostra que o Ibovespa, que chegou a acumular alta de 28,4% no ano logo após o primeiro turno, subiu apenas 5% em 2026 até quinta-feira (29), menos da metade dos 11,63% rendidos pelo CDI no mesmo período. Só em outubro, o principal índice da B3 recua 9,21%, e as small caps, que haviam disparado logo após o primeiro turno, despencam 16,67%, o pior desempenho entre os ativos analisados. Na outra ponta, os ganhos ficaram com as aplicações defensivas e com quem tinha parte do patrimônio no exterior, já que o dólar Ptax subiu 3,73%, o índice de BDRs avançou 1,48% e o CDI rendeu 1,02% no mês. Na virada do primeiro turno, entre a sexta-feira, 2 de outubro, e a segunda-feira seguinte, o Ibovespa saltou 7,7%, o índice de small caps avançou 9,2%, e o dólar Ptax recuou 4,4%, para R$ 4,99. Naquele momento, a avaliação predominante entre agentes do mercado era de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegava ao segundo turno como favorito, mas de que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocaria um ajuste mais intenso do que a alta já registrada. Da segunda‑feira após o primeiro turno até o dia 26, primeiro pregão depois da reeleição de Lula, o Ibovespa perdeu 14,7%, as small caps caíram 20,7%, e o dólar Ptax subiu 10,2%, para R$ 5,50, com intensidade cerca de duas vezes maior que a do movimento anterior. Com isso, o Ibovespa já fechou aquela segunda‑feira 8% abaixo do nível da sexta anterior ao primeiro turno, e a queda se aprofundou nos dias seguintes. Depois de 26 de outubro, o índice recuou mais 4,2%, para 169.186 pontos, enquanto o dólar devolveu parte da alta, com a Ptax de quinta‑feira em R$ 5,37.
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