Na primeira quinzena de setembro, o etanol teve um aumento de 1,69%, alcançando o preço médio nacional de R$4,21 por litro, enquanto o diesel S-10 registrou alta de 0,42%, cotado a R$7,11. Em contrapartida, a gasolina apresentou uma leve queda de 0,30%, com o preço médio de R$6,72, segundo o IPTL. A valorização do etanol, impulsionada pela dinâmica de oferta e demanda do período de entressafra e pela paridade com o açúcar, eleva as margens das usinas e produtores. Para o investidor brasileiro, a alta do etanol e diesel exerce pressão inflacionária nos custos de transporte e alimentos, afetando o poder de compra e potencialmente a trajetória da Selic. Historicamente, períodos de entressafra da cana-de-açúcar, como visto em 2023, resultam em elevações sazonais do etanol, impulsionando os balanços das empresas do setor. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação do IPCA de setembro, que capturará o impacto desses reajustes nos índices de inflação. No médio prazo, a dinâmica dos preços dos combustíveis dependerá da safra de cana-de-açúcar, da política de preços da Petrobras e da demanda global por petróleo, criando um cenário de volatilidade para o setor.
O principal gatilho para uma mudança seria uma alteração significativa na política de preços da Petrobras ou uma surpresa na próxima safra, impactando a cadeia de combustíveis.
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