O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país perdeu a confiança em negociações com os Estados Unidos, citando ataques e sanções em curso. A persistência de tensões entre Irã e EUA, com a recusa iraniana em dialogar diretamente, aumenta a incerteza geopolítica no Oriente Médio, impactando a oferta global de petróleo e elevando o prêmio de risco em commodities energéticas. Para o investidor brasileiro, o dólar tende a se fortalecer (USDBRL) e a inflação pode ser pressionada, exigindo atenção às exportadoras de commodities e aos juros. A atuação de mediadores como Catar e Paquistão indica uma tentativa de estabilizar a situação, mas sem sucesso aparente em reduzir a desconfiança mútua entre Irã e EUA. Em 2019, ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita, atribuídos ao Irã, causaram um salto de 15% nos preços do Brent em um único dia. O monitoramento deve focar em declarações dos mediadores ou qualquer escalada/desescalada militar na região. No médio prazo, a manutenção de sanções e a postura agressiva podem sustentar um piso mais elevado para os preços do petróleo, enquanto o ouro atua como refúgio.
Nas próximas 2-4 semanas, o petróleo Brent deve permanecer volátil, com potencial de testar $100-103/barril se as tensões com o Irã não diminuírem. Um gatilho para alta seria qualquer indício de ataque direto ou interrupção de rotas, enquanto uma queda dependeria de anúncios concretos de negociações eficazes. O ouro ($4321.20) pode continuar sua trajetória de alta, buscando $4400, enquanto companhias aéreas devem reportar pressões significativas em seus balanços.
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