Ibovespa em alta e dólar em queda marcam período eleitoral

O Ibovespa registrou um dia de grande valorização, atingindo 206.911,89 pontos com alta de 7,70% no pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, chegando a um pico de 209 mil pontos. A variação total do índice entre os pregões antes do primeiro e do segundo turno foi de 6,9%, considerada uma das maiores para períodos eleitorais dos últimos 24 anos, superada apenas pelas eleições de 2002 (8,15%) e 2006 (7,90%), segundo a Consultoria Elos Ayta. Simultaneamente, o dólar apresentou queda de 4,4% em relação ao real, passando de R$ 5,21 no dia 2 de outubro para R$ 4,98 em 23 de outubro. Este movimento cambial foi acompanhado por um fluxo de capital estrangeiro positivo de R$ 20,15 bilhões no mês de outubro, com uma entrada recorde de R$ 10 bilhões no dia 5 de outubro. A valorização do real foi influenciada pelas pesquisas eleitorais, que deram o tom para o câmbio durante o mês. Empresas como Magazine Luiza (MGLU3) e MRV (MRVE3), além de outras de setores sensíveis aos juros como construção, varejo e educação, registraram valorização. Instituições como Goldman Sachs e UBS Wealth Management destacaram que o fechamento das taxas de juros de longo prazo foi o principal catalisador do avanço do Ibovespa, com o Goldman Sachs atribuindo 85% da alta a esse fator. Apesar do empate nas pesquisas Datafolha entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), parte do mercado manteve-se posicionada para uma vitória do senador.

Análise

O desfecho do segundo turno das eleições presidenciais, juntamente com as primeiras declarações e sinalizações da equipe econômica do governo eleito, definirá a continuidade do movimento de fechamento das taxas de juros de longo prazo e o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil. A decisão da Selic pelo Copom, agendada para 4 de novembro, também será crucial para o cenário de juros.

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