No Brasil, a piora das expectativas em torno do ajuste fiscal e a fraqueza recente do real aumentam o risco de uma inflação mais pressionada no curto prazo. Esse cenário favorece os títulos indexados ao IPCA, que passam a combinar proteção inflacionária com um carrego mais interessante. Ao mesmo tempo, os juros reais já passaram por uma correção relevante, levando as taxas dos títulos IPCA+ novamente para níveis atrativos. Ou seja, além da inflação corrente, o investidor também consegue travar uma taxa real elevada. É justamente aí que entra o PACC11, que concentra exposição em títulos indexados à inflação de duration mais curta. Essa característica adiciona uma camada importante de proteção contra novas aberturas da curva de juros, reduzindo a volatilidade em comparação com posições de prazo mais longo. Por isso, vemos o PACC11 como uma alternativa interessante para capturar inflação mais alta, juros reais elevados e menor risco de duration dentro da renda fixa.
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