A China implementou controles de exportação visando empresas americanas de terras raras e outras, intensificando as tensões na guerra comercial tecnológica. Esta restrição na oferta de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta e defesa, elevará os custos e forçará os EUA a buscar fontes alternativas ou desenvolver produção doméstica rapidamente. Consequentemente, empresas americanas como a Intel (INTC) e a Lockheed Martin (LMT) enfrentarão pressão de custos e riscos na cadeia de suprimentos, enquanto mineradoras não-chinesas como MP Materials (MP) e fornecedores de equipamentos como ASML (ASML) podem se beneficiar. O impacto para o Brasil é indireto, podendo haver valorização de commodities metálicas se a guerra comercial escalar para outros minerais. Fundos institucionais devem iniciar rotação de capital para empresas com cadeias de suprimentos diversificadas, avaliando o risco geopolítico em portfólios expostos à tecnologia. Um paralelo histórico é a guerra comercial EUA-China de 2018-2019, que resultou em volatilidade de mercado e revisão de cadeias de suprimentos globais. O próximo gatilho será a divulgação da lista exata de 'outras empresas' pela China e a resposta retaliatória dos EUA nas próximas 2-4 semanas. No médio prazo, espera-se uma aceleração da desglobalização e regionalização das cadeias de suprimentos, com custos potencialmente mais altos, mas maior resiliência.
Nos próximos 2-4 meses, espera-se que empresas americanas intensifiquem a busca por fornecedores de terras raras fora da China, impulsionando a demanda por players como MP Materials. O gatilho para maior volatilidade será qualquer anúncio de retaliação dos EUA ou a expansão das restrições chinesas para 'outras firmas', o que pode ocorrer nas próximas semanas.
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