Funchal defende ajuste fiscal no Brasil para controlar dívida e juros

Em 04/11/2026, Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset e ex-secretário do Tesouro Nacional, afirmou que o Brasil necessita de um ajuste fiscal para enfrentar a incerteza em relação ao controle das despesas e da dívida governamental. Segundo Funchal, os juros elevados por vários anos afetam o caixa das empresas, encarecem projetos e aumentam o risco financeiro, além de dificultar a estabilização do endividamento público. Ele ressaltou que, na proposta de Orçamento para 2027, as despesas obrigatórias comprometem 91,7% das despesas primárias totais, restando apenas 8,3% para despesas discricionárias, como investimentos e custeio. Funchal defende que o melhor momento para essa discussão é após o processo eleitoral, como mencionou no episódio 198 do Outliers InfoMoney. Ele sugere desacelerar o crescimento dos gastos obrigatórios, como os pisos de saúde e educação e as despesas vinculadas ao salário mínimo, para criar espaço para outras alocações de recursos. Um ajuste fiscal que gere confiança nos investidores poderia, em sua avaliação, reduzir o prêmio de risco do país, aliviando os juros domésticos e atraindo capital estrangeiro.

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