A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão técnico vinculado ao Senado, projetou que o déficit primário do Brasil poderá chegar a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. Essa estimativa considera os compromissos assumidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua campanha eleitoral. O déficit primário, que exclui as despesas com juros da dívida pública, é projetado em 0,5% do PIB para o ano corrente pela IFI. De acordo com o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, divulgado ontem, esse cenário ressalta a urgência de um ajuste fiscal. O documento aponta a necessidade de um ajuste equivalente a aproximadamente 3 pontos percentuais do PIB para conseguir estabilizar a relação dívida/PIB. A IFI alerta que "Sem um ajuste fiscal consistente não haverá retomada relevante dos investimentos estratégicos, crescimento acelerado, criação de empregos de qualidade, incremento da renda e dinheiro para financiar políticas públicas essenciais".
A decisão do Congresso sobre o ajuste fiscal proposto no orçamento de 2028, prevista para votação em dezembro de 2026, definirá se o país implementará os 3 pontos percentuais de ajuste necessários. A aprovação ou rejeição desse plano determinará a trajetória do déficit primário e, consequentemente, a confiança dos investidores na estabilidade fiscal.
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