As margens de refino de diesel na Europa registraram máximas históricas nos primeiros dias de setembro, com o crack spread físico Amsterdam-Rotterdam-Antwerp alcançando US$98/b em 1º de setembro, antes de se ajustar para US$95.30/b no dia seguinte. Este rali é atribuído a uma combinação de escassez de oferta na Costa Leste dos EUA e tensões geopolíticas, que tencionam o mercado global de destilados. O mecanismo econômico principal é a redução da oferta disponível, que, frente a uma demanda relativamente inelástica, eleva os preços do produto final e, consequentemente, as margens para as refinarias. Um paralelo histórico relevante é o período pós-invasão da Ucrânia em 2022, quando as margens de diesel europeias dispararam mais de 40%, impactando severamente as cadeias logísticas globais. O gatilho a monitorar são os relatórios de estoques de destilados nos EUA e os desenvolvimentos geopolíticos na Europa e Oriente Médio. No médio prazo, se os fatores de oferta e demanda permanecerem desequilibrados, as margens elevadas podem persistir, sustentando a lucratividade do setor de refino.
Nas próximas 4-8 semanas, as margens de refino de diesel devem se manter elevadas, com a continuação do suporte da escassez de oferta nos EUA e das incertezas geopolíticas. O principal gatilho para uma mudança seria uma injeção significativa de oferta ou uma desescalada das tensões globais.
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