O crescimento do faturamento nem sempre acompanha a evolução da gestão. Empresas podem ampliar vendas, equipes e presença de mercado sem que processos, indicadores, cultura e práticas de liderança avancem na mesma velocidade. É a partir dessa diferença que a Seja AP está levando ao mercado uma certificação voltada a medir a maturidade da gestão empresarial. Chamado de Selo Seja AP, o modelo avalia a empresa de forma sistêmica, da estratégia à operação, para identificar não apenas se determinadas práticas de gestão existem, mas se foram efetivamente incorporadas à rotina da organização. O processo combina evidências da gestão com a percepção das pessoas que ocupam diferentes níveis da companhia. A metodologia parte de uma diferença que costuma ser difícil de identificar internamente: aquilo que os donos acreditam estar consolidado nem sempre é percebido da mesma forma pelos gestores e pela operação. Por isso, a avaliação cruza informações dos níveis estratégico, tático e operacional. "É relativamente comum encontrar empresas que cresceram, contrataram mais pessoas e aumentaram o faturamento, mas continuam muito dependentes dos sócios ou têm práticas que existem formalmente e ainda não chegaram ao dia a dia das equipes. A maturidade da gestão aparece justamente na capacidade de transformar as ações em execução consistente", explica Marcelo Bruno, Gerente do Seja AP Elite. A avaliação considera quatro grandes fundamentos. Em cultura e liderança, entram aspectos como missão, visão e valores, comunicação interna, reconhecimento, feedback, desempenho, clima e desenvolvimento de pessoas. Em cliente e mercado, são analisados conhecimento do consumidor, geração de vendas, satisfação e fidelização. O terceiro eixo, processos e excelência, inclui metas, indicadores, gestão da rotina, processos, melhoria contínua e integração entre áreas. Já gestão e resultados reúne estratégia empresarial, saúde financeira, faturamento, orçamento, custos, investimentos e crescimento. O objetivo não é verificar somente se cada prática foi formalmente criada. A metodologia procura entender quatro etapas da maturidade: definir, desdobrar, acompanhar e incorporar. Segundo a lógica da certificação, uma prática só pode ser considerada madura quando percorre toda essa cadeia. "Ter um indicador não significa necessariamente fazer gestão por indicadores. Ter valores escritos na parede também não significa que eles estejam incorporados à cultura. A diferença está em entender se aquela decisão foi comunicada, desdobrada, acompanhada e realmente passou a orientar a rotina das pessoas", afirma Marcelo. O processo inclui uma análise conduzida por um consultor e uma pesquisa de maturidade aplicada conforme a estrutura da companhia aos níveis estratégico, tático e operacional. As respostas são consolidadas para mostrar consistências, lacunas e eventuais divergências entre a percepção da liderança e aquilo que ocorre na operação. A empresa que entra no processo não compra automaticamente o direito de utilizar o Selo. A contratação corresponde à avaliação. Independentemente do resultado, a organização recebe um relatório completo com sua posição, pontos de consistência, lacunas e aspectos que precisam evoluir. A certificação e o direito de uso do Selo são concedidos apenas às companhias que atendem aos critérios da metodologia. "Esse ponto é fundamental para a credibilidade do processo. O relatório precisa ter valor mesmo para a empresa que não é certificada, porque ele mostra onde a gestão está consistente e onde existem rupturas. O reconhecimento é uma consequência da maturidade demonstrada, e não da contratação da avaliação", acrescenta Marcelo. A certificação tem validade de 12 meses. Depois desse período, um novo ciclo de avaliação permite identificar se a maturidade da companhia foi mantida, evoluiu ou regrediu em relação ao diagnóstico anterior. O Selo já vinha sendo utilizado dentro do ecossistema da Seja AP e agora passa a ser levado ao mercado de maneira mais ampla. Durante o briefing, a companhia informou ter realizado mais de 200 certificações na fase anterior da iniciativa e apontou a demanda dos próprios empresários por uma forma mais estruturada de medir a maturidade dos negócios como origem do projeto.
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