A Fitch Ratings rebaixou as notas de crédito da Braskem em moedas estrangeira e local de 'C' para 'RD' ('default restrito') e a nota nacional de 'C(bra)' para 'RD(bra)', após a companhia não efetuar o pagamento de juros de suas obrigações financeiras. Analistas da Fitch indicam que esta foi uma decisão deliberada da Braskem para preservar liquidez e iniciar negociações para uma reestruturação de dívida mais ampla com seus credores. Este movimento impacta diretamente a percepção de risco sobre os títulos da Braskem, elevando o prêmio exigido por investidores e pressionando o valor de sua equity. Para o investidor brasileiro, o episódio eleva a aversão ao risco em fundos de crédito corporativo e pode gerar cautela em relação a empresas com alto endividamento. Credores agora entram em um processo de negociação complexo, buscando mitigar perdas e definir os termos da reestruturação. Historicamente, casos como o da OGX em 2013 ou da Oi em 2016 resultaram em perdas substanciais para acionistas e renegociações severas de dívida. O próximo gatilho será a divulgação dos detalhes do plano de reestruturação da dívida pela Braskem. No médio prazo, o cenário dependerá da capacidade da empresa de chegar a um acordo favorável com os credores e estabilizar sua operação.
Nas próximas 4-8 semanas, a Braskem (BRKM5, R$42.09 atualmente) deve continuar sob forte pressão vendedora, com o preço buscando novos fundos e liquidez limitada. O principal gatilho para qualquer mudança será a divulgação oficial e aceitação de um plano de reestruturação de dívida que seja considerado viável pelos credores e pelo mercado.
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