Kremlin acusa UE de prolongar conflito na Ucrânia

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que a União Europeia está fazendo "tudo para prolongar a guerra na Ucrânia" e que é possível o "sabotage de um acordo" pelos europeus. A manutenção e escalada da retórica bélica indicam a persistência de um cenário de incerteza geopolítica, o que tende a sustentar prêmios de risco em mercados de energia e impactar fluxos de capital para regiões mais expostas ao conflito. O prolongamento do conflito pode manter os preços globais de energia elevados, influenciando indiretamente a inflação no Brasil e, consequentemente, a política monetária do Banco Central. Conflitos prolongados, como a Guerra do Golfo (1990-1991), historicamente elevaram os preços do petróleo em cerca de 150% em poucos meses, impactando a inflação global e o crescimento econômico. Acompanhar as próximas declarações de líderes europeus e russos, bem como relatórios sobre o status das negociações de paz, que podem sinalizar mudanças no cenário. O desfecho dependerá da capacidade das partes em encontrar um terreno comum para negociações e da evolução das sanções, que definem os fluxos de energia e o custo de capital na Europa.

Análise

A decisão do FOMC (Fed) em 28/10 e a reunião do Copom em 04/11 serão cruciais, pois as políticas monetárias dos bancos centrais reagirão à dinâmica inflacionária global, influenciada pelos preços de energia e pela persistência das tensões geopolíticas.

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