O ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou nesta sexta-feira (23) que, se reeleito, é "possível" que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dê continuidade à política de subvenção dos combustíveis em 2027 para reduzir o impacto da alta dos preços do petróleo. Em entrevista ao portal Uol, Durigan declarou que a medida seria viável se condicionada à maior arrecadação federal com a exploração do petróleo. Durigan disse acreditar que, se o barril tipo Brent continuar em patamar elevado, a proposta do presidente Lula é evitar que a inflação "estoure" e prejudique os preços dos alimentos. "Nós temos condições de nos reapresentar para o Congresso com esse compromisso sempre de base: nós vamos manter os nossos compromissos fiscais", declarou. "Como o Brasil tem condição de arrecadar mais, eu consigo fazer essa suavização de preços", acrescentou. Para o ministro, o país e o mundo têm um "desafio" do encarecimento da cotação do barril do petróleo, diante do cenário incerto no Oriente Médio. Ele defendeu a política de subvenção, adotada no primeiro semestre, para conter os impactos da alta do preço no mercado internacional. "Não é um modelo eleitoral. ... Se não tivéssemos feito nada, hoje o diesel estaria a mais de R$ 12 o litro, e a gasolina a mais de R$ 10, certamente", disse o ministro. A subvenção ao diesel havia sido estabelecida inicialmente por Medida Provisória (MP) editada em maio, em R$ 1,12 por litro. Em setembro, diante do agravamento do cenário externo, outra MP autorizou o Ministério da Fazenda a definir por ato próprio o valor do subsídio. Durigan declarou que não sabe por quanto tempo a distorção de preços será mantida no mundo, cenário que depende do desfecho dos conflitos no Oriente Médio. Ele defendeu que, com o aumento da arrecadação federal decorrente do petróleo, o governo decidiu mobilizar os recursos adicionais para suavizar os preços nas bombas. O ministro criticou a política de paridade de preço internacional adotada na Petrobras durante o governo Jair Bolsonaro (PL). "No ano que vem depende da eleição. Se o projeto do Bolsonaro considerar o preço de paridade internacional e não ter uma inteligência do ponto de vista de política federal, o preço vai explodir", disse. Washington Costa/MF
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