O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá, nesta terça-feira (3), o primeiro teste de força política desde a sua reeleição para o quarto mandato, com a votação da PEC da Segurança, uma emenda à Constituição que atualiza as regras da segurança pública. A proposta, que já foi encaminhada ao Congresso em 2025, amplia a participação da União na formulação e coordenação das políticas de segurança e incorpora ao texto constitucional o Sistema Único de Segurança Pública, estabelecendo mecanismos de integração entre governo federal, Estados e municípios. O governo montou uma força‑tarefa para articular no Senado os votos necessários e evitar que debates sobre a redução da maioridade penal desvie o foco das negociações. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), devem se reunir com os líderes do governo para alinhar a pauta, com a expectativa de que o texto seja votado à tarde. A PEC exige apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores para ser aprovada em dois turnos. Enquanto o governo tenta impedir a inclusão de emendas que alterem a idade mínima de responsabilização, a oposição apresenta propostas de redução para 14 ou 16 anos em determinados crimes.
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