Em junho de 2026, ações internacionais, consideradas subvalorizadas, estão gerando retornos superiores aos investidores, caracterizados por maiores dividendos ou valorização de capital acelerada. Este fenômeno é impulsionado por múltiplos de avaliação atrativos em comparação com mercados como o dos EUA, e por um dólar americano mais fraco que favorece a conversão de lucros estrangeiros. O mecanismo econômico por trás disso é a busca por valor: o 'dinheiro inteligente' realoca capital de ativos já valorizados, como a tecnologia americana, para mercados que oferecem um 'preço mais baixo por um valor real maior'. Consequentemente, ETFs de mercados desenvolvidos ex-EUA, como VEA e EFA, e empresas europeias/japonesas de alta qualidade, como NVO.CO e 6758.T, tendem a se beneficiar, enquanto ETFs de growth americanos, como QQQ, podem sofrer pressão. Para o investidor brasileiro, um dólar mais fraco (USDBRL) pode tornar investimentos internacionais mais baratos, mas também levanta questões sobre o fluxo de capital para o Brasil. Historicamente, após períodos de forte desempenho de um mercado, como o tech dos EUA, ocorre uma rotação para valor e mercados internacionais, como visto em 2010-2012 pós-crise. O próximo gatilho a monitorar são os resultados do segundo trimestre de 2026 de empresas europeias e japonesas, previstos para julho-agosto, que podem confirmar a sustentabilidade desses 'cheques maiores'. No médio prazo, essa rotação pode persistir por 6-12 meses, dependendo da política monetária global e do ritmo de crescimento econômico internacional.
Nas próximas 4-8 semanas, se o dólar (DXY em 100.85) continuar sua trajetória de enfraquecimento para a faixa de 99-100 e os dados de PMI global se mantiverem positivos, ETFs como VEA e EFA podem valorizar 3-5%. O principal gatilho de aceleração será a divulgação dos resultados do 2T26 de empresas europeias e japonesas, a partir de meados de julho, que devem confirmar a resiliência dos lucros e a capacidade de distribuição de dividendos.
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