Os investidores devem manter uma postura cautelosa nesta terça-feira, diante da escalada do conflito no Oriente Médio, após ataques iranianos no Estreito de Ormuz, enquanto monitoram o cenário eleitoral no Brasil. O petróleo avança para US$ 111 por barril e pressiona as bolsas globais. Os agentes também aguardam os resultados de grandes empresas de tecnologia, como SpaceX, que divulga seu balanço hoje, e Meta e Tesla, amanhã. Na reta final para o segundo turno das eleições, pesquisas mostram um acirramento da disputa, mas ainda mantêm o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os levantamentos mais aguardados são o Datafolha, que sai amanhã, e a Quaest, a ser divulgada na quinta-feira. O último debate presidencial entre os candidatos será na sexta-feira, na TV Globo. Embora o mercado tenha acompanhado uma série de análises sobre a postura dos candidatos no debate de domingo, o confronto não teve influência sobre os preços dos ativos locais, na avaliação do estrategista-chefe da Monte Bravo, Rai Chicoli. Para ele, não houve um vencedor claro, e o foco nas acusações tende mais a afastar o eleitor indeciso do que a engajá-lo, o que pode limitar o efeito do debate sobre as intenções de voto. Nos desdobramentos do debate, Lula pretende assinar um documento autorizando a quebra dos sigilos bancário e telefônico dele e de seus familiares, como parte do desafio feito a Flávio para que faça o mesmo. O senador não respondeu ao desafio. No exterior, o Brent superou os US$ 111 por barril e atingiu seu nível mais elevado em cinco meses. O movimento ocorre diante da redução significativa da oferta proveniente do Golfo Pérsico na última semana e da intensificação dos ataques iranianos a navios-tanque e embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O alívio das sanções a embarcações da frota fantasma e às exportações russas não foi suficiente para conter os preços do petróleo, como pretendia o presidente americano, Donald Trump. Segundo o Commerzbank, os ataques ucranianos a refinarias mantêm a oferta russa de diesel limitada, pressionam as cotações do combustível e ampliam a diferença em relação aos preços do petróleo.
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