A Suzano anunciou em 27 de agosto um aumento de US$ 20 por tonelada para os pedidos de celulose de eucalipto destinados à Ásia, com vigência a partir de setembro. Este é o primeiro reajuste para a China e outros mercados asiáticos desde março, com a matéria-prima atualmente negociada entre US$ 550 e US$ 560 por tonelada na região. O mecanismo econômico por trás desse aumento é a recuperação da demanda, especialmente na China, permitindo que a oferta se firme e as produtoras recuperem margens operacionais. Consequentemente, ativos como SUZB3 e KLBN11, principais players do setor, tendem a se beneficiar com o incremento nas receitas de exportação. Para o investidor brasileiro, o movimento é positivo para o setor de exportadoras de commodities, especialmente se o real se mantiver desvalorizado frente ao dólar. Em 2021-2022, o ciclo de alta da celulose viu preços superarem US$ 800/tonelada, impulsionando fortemente os resultados das produtoras. O próximo gatilho a monitorar são os dados de importação de celulose da China e os resultados do terceiro trimestre das companhias, que refletirão o impacto inicial do reajuste. No médio prazo, a sustentabilidade da demanda asiática será chave para determinar se este é o início de um novo ciclo de valorização.
O reajuste de preço da celulose na Ásia, o primeiro significativo desde março, sinaliza um possível piso para os preços e um potencial de recuperação das margens. Nos próximos 3-6 meses, se a demanda chinesa por embalagens e papel se mantiver robusta, novos aumentos podem ser esperados. Os próximos relatórios de vendas da Suzano e os dados de importação chinesa de celulose serão cruciais para confirmar a tendência de alta.
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