O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano no dia anterior à publicação. Na primeira atualização do dia, por volta das 10h40 (horário de Brasília), as taxas dos títulos públicos do Tesouro Direto registraram alta em quase todos os vértices: o Tesouro Prefixado 2029 oferecia 14,94% ao ano, contra 14,89% no fechamento da véspera; o Tesouro Prefixado 2032 pagava 15,34%, contra 15,23% na sessão anterior. Entre os indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 oferecia 7,92% de juro real, frente a IPCA + 7,87% no encerramento de ontem; o Tesouro IPCA+ 2040 pagava IPCA + 7,62%, ante IPCA + 7,58% na última sessão; e o Tesouro IPCA+ 2050 oferecia 7,48% de juro real frente a 7,41% ontem. O Banco Central enfatizou a piora das expectativas de inflação e da inflação corrente ao justificar a interrupção nos cortes da taxa básica de juros. Luis Leal, macroeconomista da G5 Partners, afirmou que o mercado aguarda medidas do governo Lula 4 para conter a trajetória ascendente do endividamento público, e que somente diante dessas informações os participantes poderão reavaliar o prêmio de risco sobre os ativos locais. O presidente Lula já marcou um pronunciamento para domingo (8) com a intenção de "acalmar os mercados".
A definição do desfecho dependerá das medidas fiscais anunciadas pelo governo brasileiro e da evolução das expectativas de inflação nos próximos indicadores de inflação (IPCA) e nos relatórios de política monetária do Copom, com a próxima reunião do Copom prevista para dezembro de 2026.
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