Um gestor de portfólio da Fidelity International Ltd. aumentou significativamente a exposição de seu fundo ao ouro nas últimas três semanas, justificando a ação pela crescente incerteza em torno da política do Federal Reserve dos EUA. Este movimento indica uma reavaliação institucional do risco macroeconômico, direcionando capital de ativos mais voláteis para o metal precioso. Consequentemente, ativos como GLD, NEM e GDX devem se beneficiar, enquanto SPY, BOVA11 e o real brasileiro (USDBRL) podem enfrentar pressão de venda. Para o investidor brasileiro, um cenário de aversão ao risco global tende a desvalorizar o BRL e a bolsa local. Em 2018, temores de erros de política do Fed levaram o ouro a subir mais de 15% no final do ano. A próxima reunião do FOMC será um gatilho crucial para a clareza da política, com o ouro podendo testar novos patamares se a incerteza persistir.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se que o ouro, atualmente continue a registrar entradas de capital, impulsionando o GLD em direção a $4800-4900. No médio prazo (1-2 meses), se a comunicação do Fed permanecer ambígua, um rali sustentado acima de $5000 é plausível. O principal gatilho a ser monitorado é a reunião do FOMC em 16 de setembro de 2026, que poderá fornecer maior clareza sobre a trajetória da política monetária.
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