O dólar valorizou a R$ 5,147, enquanto a Bolsa brasileira registrou queda, impulsionada pela alta do petróleo e a expectativa por decisões de juros no Brasil e nos EUA. A valorização do dólar e a queda da bolsa refletem a aversão a risco global, com o encarecimento da energia pressionando custos e o cenário de juros mais altos impactando o crescimento econômico e o consumo. Bancos centrais, como o Fed e o Copom, estão sob pressão para controlar a inflação, o que pode levar a um ciclo de aperto monetário mais prolongado ou a manutenção de juros em patamares elevados. Historicamente, em 2008 e 2022, períodos de choques de petróleo e aperto monetário global resultaram em desvalorização do real acima de 20% e quedas da bolsa superiores a 30% em dólar. As próximas decisões de juros do FOMC (EUA) em 16 de setembro e do Copom (Brasil) em 17 de setembro são os principais gatilhos a serem monitorados. No médio prazo, a persistência de preços elevados de petróleo e um ciclo de juros mais restritivo podem limitar o crescimento global e manter a pressão sobre moedas de mercados emergentes.
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