A Simpar, holding da Vamos, JSL, Automob e Movida, apresentou lucro líquido de R$ 35,2 milhões no terceiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 246,2 milhões reportado no mesmo período de 2025. No trimestre, as receitas consolidadas da companhia foram de R$ 11,56 bilhões, representando um crescimento de 4,1% em um ano, sendo que as principais contribuições vieram da Movida, com expansão de 19% ao ano, para R$ 388 milhões, Vamos, com expansão de 13%, para R$ 147,5 milhões, e JSL, que cresceu 6% ao ano, para R$ 144,8 milhões. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Simpar chegou a R$ 3,48 bilhões no trimestre, alta de 19,9% na base anual. A margem Ebitda cresceu 4,1 pontos percentuais, para 30,4%. A companhia afirmou que a evolução dos indicadores reflete a execução consistente do planejamento estratégico do grupo, sustentada por maturação dos contratos firmados nos últimos 12 meses, recomposição de preços nos contratos vigentes, precificação adequada de novos contratos e disciplina na gestão de custos e despesas. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,93 bilhão, mas representou uma melhora de 6,3% em comparação com o terceiro trimestre de 2025. Ao fim de setembro, a dívida líquida consolidada do grupo, excluindo o Banco BBC, era de R$ 39,19 bilhões, ante a dívida de R$ 38,94 bilhões no final de junho. A alavancagem financeira consolidada atingiu 2,7 vezes na relação dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses, o menor nível desde o IPO da Simpar, em 2010. A holding encerrou o período com posição de caixa de R$ 3,9 bilhões, após a recompra de R$ 723 milhões em dívidas de sua própria emissão até o 3º trimestre, em linha com a estratégia anunciada pela companhia, neste momento, de até R$ 1 bilhão.
A decisão de recompra de dívida e a evolução das métricas de alavancagem serão confirmadas no próximo relatório trimestral de dezembro de 2026, quando a Simpar divulgará a evolução da dívida líquida e do EBITDA nos últimos 12 meses. Acompanhamento da evolução do spread de crédito da holding no mercado de títulos corporativos também definirá o desfecho.
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