O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a taxa de 20% sobre navios no Estreito de Ormuz, imposta pelo presidente Donald Trump, classificando-a como 'pirataria' e atribuindo a ele a responsabilidade pela guerra no Irã. Esta medida e o conflito elevam os custos de frete e seguros marítimos, restringindo a oferta global de petróleo e pressionando a cadeia de suprimentos. Consequentemente, empresas de energia como PETR4 e XOM podem se beneficiar da alta do Brent, enquanto aéreas como AZUL4 e varejistas como MGLU3 enfrentarão custos elevados e menor poder de compra. Um paralelo histórico relevante é a crise do petróleo de 1973, que gerou inflação global e recessão após o embargo da OPEP. Os próximos gatilhos incluem declarações de líderes e movimentações militares no Golfo Pérsico. No médio prazo, a persistência dessas tensões pode levar a um cenário de estagflação global, com menor crescimento e inflação elevada.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do petróleo (Brent $80.54 hoje) continuem sob pressão de alta, podendo testar a faixa de $85-90 se a retórica e as ações no Golfo Pérsico não diminuírem. A inflação de alimentos e combustíveis deve se refletir nos próximos índices de preços ao consumidor. Um gatilho para uma reversão seria um anúncio de negociação diplomática entre EUA e Irã ou uma declaração de alívio da taxa, enquanto qualquer escalada militar no Estreito de Ormuz intensificaria o movimento de risk-off e a alta das commodities.
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