A potencial recuperação do Bitcoin em direção a US$80.000 está sob escrutínio devido a uma série de eventos críticos agendados para 16 de setembro. Este dia incluirá a divulgação de novos dados de inflação, uma votação crucial no Senado para a legislação de criptomoedas e a decisão de política monetária do Federal Reserve. O principal risco reside na possibilidade de o Fed adotar uma postura mais hawkish do que o esperado pelo mercado, mesmo que mantenha as taxas de juros inalteradas. Tal cenário poderia reduzir o apetite por ativos de risco, como o Bitcoin, levando a uma correção de preço. Para o investidor brasileiro, o cenário de aversão a risco global pode impactar o câmbio, com o DXY podendo se fortalecer e pressionar o USDBRL. Historicamente, períodos de aperto monetário ou incerteza regulatória, como o 'inverno cripto' de 2022 após as altas agressivas do Fed, demonstram a vulnerabilidade dos ativos digitais a fatores macro. O próximo gatilho será a clareza da comunicação do Fed e o resultado da votação legislativa, que definirão o horizonte de médio prazo para o setor. A visão de longo prazo para Bitcoin pode ser resiliente, mas a volatilidade de curto prazo é iminente.
A volatilidade no mercado de criptomoedas deve aumentar significativamente nas próximas 1-2 semanas, culminando em 16 de setembro. Se a decisão do Fed for mais hawkish e a inflação elevada, o Bitcoin pode testar suportes em US$75.000 e até US$70.000. O gatilho para uma eventual recuperação seria uma surpresa positiva nos dados de inflação ou uma postura mais dovish do Fed nas semanas subsequentes.
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