Investidores institucionais estrangeiros (FIIs) retiraram 23.676 crore do mercado indiano até 19 de setembro de 2026, marcando uma reversão significativa após entradas líquidas de 11.045 crore em julho e 10.231 crore em agosto. Este fluxo negativo de capital estrangeiro exerce pressão sobre os ativos de risco indianos, principalmente ações, devido à redução da demanda por papéis locais. Para o investidor brasileiro, um sentimento de aversão ao risco em mercados emergentes pode levar à desvalorização do BRL em relação ao USD, impactando ativos locais. Historicamente, durante o 'Taper Tantrum' de 2013, mercados emergentes sofreram saídas massivas de capital, resultando em desvalorização de moedas e quedas em índices acionários. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação de dados de inflação e balança comercial na Índia, além de declarações de bancos centrais globais sobre política monetária. No médio prazo, a sustentação dos mercados emergentes dependerá da capacidade de atrair liquidez doméstica e da resiliência dos balanços corporativos frente à pressão externa.
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