Das Magnificent 7, a Meta Platforms (B3: M1TA34 | Nasdaq: META) foi uma das primeiras a divulgar seus resultados nesta temporada, juntamente com a Tesla. Mesmo após a forte valorização das ações nos últimos meses, impulsionada pelos novos modelos e pelo agente de IA Muse, resultados acima das expectativas deram um impulso adicional aos papéis, que chegaram a subir cerca de 3% no after-market. Receita e publicidade crescem, mas metaverso segue no prejuízo No período, a receita totalizou US$ 64,60 bilhões (+26% a/a), mais de US$ 1 bilhão acima do consenso estimado pelo mercado e do guidance da companhia, que previa entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões. A receita com publicidade atingiu US$ 63,06 bilhões (+26% a/a), apoiada pelo avanço simultâneo de 10% nas impressões de anúncios e de 14% no preço médio. A Família de Aplicativos, que reúne Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp, faturou US$ 64,16 bilhões. Fonte: Meta Platforms. Elaboração: Empiricus. O número médio de pessoas ativas diariamente também avançou marginalmente, chegando a 3,64 bilhões ao final do período, ante 3,6 bilhões no período anterior. O crescimento da receita bem acima da expansão da base de usuários reflete uma maior monetização por usuário. Fonte: Meta Platforms. Elaboração: Empiricus. Já a Reality Labs, divisão de realidade virtual e metaverso, registrou receita de US$ 443 milhões (+6% a/a), mas segue gerando prejuízo, apesar de apresentar uma leve melhora na comparação anual, com perdas de US$ 4,13 bilhões, ante US$ 4,43 bilhões um ano antes. A margem bruta consolidada sofreu uma leve retração, ficando em 79,3% (-2,7 p.p. a/a), refletindo o crescimento dos custos de infraestrutura acima da expansão da receita. Acordo judicial aparece nos resultados A companhia reconheceu em seus resultados parte dos encargos relacionados ao acordo judicial com os 52 estados americanos. O valor registrado no período ficou em US$ 9,89 bilhões, levando o lucro operacional a US$ 12,9 bilhões. Desconsiderando esse item, o lucro operacional ajustado foi de US$ 22,88 bilhões, o que corresponde a uma margem operacional ajustada de 35,4% (-4,6 p.p. a/a), ainda pressionada pela expansão das despesas de pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura. Vale lembrar que o reconhecimento contábil não implica necessariamente um desembolso no período. A Meta não informou se houve pagamento nem o valor eventualmente pago. Na linha final, o lucro líquido ajustado foi de aproximadamente US$ 19,05 bilhões, com lucro por ação ajustado de US$ 7,40 (+2% a/a), acima dos US$ 6,54 esperados. O ajuste exclui tanto o encargo jurídico deste trimestre quanto o efeito tributário correspondente. Criação de ação Classe C e crescimento do Muse Para o 4T26, a companhia apresentou guidance de receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões. O ponto médio, de US$ 74,5 bilhões, ficou acima do consenso de aproximadamente US$ 73,7 bilhões. O conselho também aprovou a criação de uma ação Classe C sem direito a voto, prevista para janeiro de 2027. Cada ação Classe A ou B dará direito a uma ação Classe C, em uma operação semelhante a um desdobramento de ações. A medida amplia a flexibilidade para captações, remuneração e aquisições sem diluir o controle de Mark Zuckerberg. Além disso, a teleconferência respondeu a uma das principais dúvidas dos analistas, relacionada às métricas de uso do Muse. Em seis semanas, mais de 10 milhões de pessoas nos EUA utilizaram o agente, das quais 25% acessam a ferramenta diariamente e outras 25% semanalmente para comparar produtos e passagens, com gasto médio de US$ 200 por compra. Adicionalmente, a Meta espera que os novos negócios de inteligência artificial comecem a gerar receita incremental em 2027 e está construindo capacidade para atender mais de 1 bilhão de usuários nos próximos anos. Capacidade computacional sustenta recomendação de compra Diante dos números e dos destaques operacionais, vemos como a capacidade computacional que a companhia construiu ao longo dos anos e continua expandindo contribui tanto para o negócio central, ao aprimorar o direcionamento dos anúncios, quanto para abrir novas oportunidades de monetização, com o direcionamento de parte dessa capacidade para outros produtos que utilizam essa tecnologia, como seus modelos e agentes Muse. Negociada a 21,8x os lucros projetados para os próximos 12 meses, seguimos confiantes na capacidade da companhia de rentabilizar todo o investimento em computação. O post Meta (M1TA34): Resultados do 3T26 superam expectativas, impulsionados por novos modelos e pelo agente de IA Muse apareceu primeiro em Empiricus.
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