As sabatinas dos candidatos à Presidência no Jornal Nacional evidenciaram a pobreza do debate econômico, segundo avaliação dos especialistas Marcos Mendes, Alessandra Ribeiro, Bráulio Borges e Juliana Inhasz, que foram ouvidos pelo Valor Econômico. Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, afirmou que "O presidente defende que o crescimento gera superávit para controlar a dívida. Se um quarto mandato for pautado por essa tese, vamos rapidamente para um cenário de crise". As críticas a Flávio Bolsonaro destacam uma contradição entre a promessa de um "tesouraço" nos gastos e a afirmação de que manterá políticas como o reajuste real do salário mínimo, a indexação de aposentadorias e benefícios, e os pisos de Saúde e Educação. Marcos Mendes, por sua vez, apontou que o tom populista da campanha compromete o debate. A matéria é exclusiva para assinantes do Valor.
A definição do desfecho reside nas propostas fiscais detalhadas que serão apresentadas pelos candidatos após as sabatinas, e, principalmente, na plataforma econômica do governo eleito, que será formalizada com a apresentação do primeiro projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) em 2027. Declarações e nomeações da equipe econômica após o resultado das eleições, previsto para outubro ou novembro de 2026, também serão cruciais para delinear a direção fiscal.
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