Mais cinco empresas pedem licença cripto ao Banco Central e lista chega a 22 nomes

A corrida por autorização para operar com criptomoedas no Brasil ganhou mais cinco participantes nesta quarta-feira (28). Avenia, Liqi, Bloquo, Nonco e Lumx confirmaram pedidos de licença ao Banco Central, ampliando para 22 o número de empresas identificadas em um levantamento sobre os processos regulatórios do setor, a dois dias do prazo final estabelecido pelo órgão. Diferentemente de grandes exchanges como Mercado Bitcoin e Binance, que atendem diretamente investidores interessados em negociar Bitcoin e outras criptomoedas, as cinco companhias atuam principalmente na infraestrutura de ativos digitais, pagamentos internacionais e serviços financeiros para empresas, com exceção da Avenia, que é a emissora da stablecoin BRLA. Segundo levantamento, os 22 casos incluem pedidos de autorização anunciados publicamente, processos identificados nos registros do BC e uma comunicação de atividades feita pelo Itaú. O total também considera uma solicitação que já foi indeferida pelo regulador. Portanto, não significa que 22 empresas já receberam licença, nem representa necessariamente a quantidade total de pedidos apresentados ao Banco Central. As novas regras, publicadas em novembro de 2025, exigem que empresas que prestam serviços de ativos virtuais cumpram requisitos de capital, governança, segurança cibernética, controles internos e prevenção à lavagem de dinheiro. O prazo para que as instituições que já operavam no Brasil apresentem a primeira etapa de seus pedidos de autorização termina nesta sexta-feira (30). As empresas que cumprirem as condições do regime de transição poderão continuar funcionando enquanto aguardam a análise do BC. A primeira das companhias é a Avenia, empresa responsável pela emissão da stablecoin BRLA. A companhia busca atuar com custódia e intermediação de criptomoedas, além de obter as autorizações necessárias para oferecer serviços de câmbio e contas de pagamento. A empresa emite a BRLA, criptomoeda que busca manter paridade com o real, desde 2023. Além disso, desenvolve soluções de pagamentos internacionais com stablecoins para empresas que operam na América Latina. Segundo a Avenia, o pedido faz parte de um processo de adequação iniciado antes da publicação das novas regras do Banco Central, com foco em exigências relacionadas a capital, governança e prevenção à lavagem de dinheiro. “Estamos avançando em um processo de estruturação regulatória que começou antes mesmo da publicação das novas regras para o setor. Desde o início, nosso objetivo tem sido desenvolver uma infraestrutura de pagamentos baseada em ativos digitais com governança, segurança e conformidade”, afirmou Hector Fardin, cofundador e diretor comercial da Avenia. O executivo acrescentou que a solicitação representa mais uma etapa da estratégia da empresa para continuar atuando no mercado brasileiro. A Avenia informou que não haverá mudanças imediatas nos serviços oferecidos a clientes e parceiros. Liqi e Bloquo entram na corrida pela licença cripto A Liqi, empresa brasileira especializada em tokenização e infraestrutura blockchain, confirmou que apresentou seu pedido de autorização na modalidade de intermediária de ativos virtuais. A solicitação foi feita por meio da Liqi Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais S.A., responsável pelas atividades de compra, venda e troca de criptomoedas em nome de clientes. A companhia desenvolve soluções de Crypto as a Service, modelo que permite a bancos e outras empresas oferecer serviços de ativos digitais utilizando uma infraestrutura tecnológica terceirizada. Segundo Daniel Coquieri, CEO e cofundador da Liqi, a empresa já fornece tecnologia para instituições como Itaú, Avenue, Méliuz e Porto Bank. “O pedido de autorização da Liqi ao Banco Central é a continuidade dessa história, agora dentro do perímetro regulatório”, afirmou o executivo. Outra empresa que confirmou a solicitação foi a Bloquo, que protocolou seu pedido em 26 de outubro. A companhia pretende atuar na modalidade de corretora de ativos virtuais, que reúne atividades de intermediação e custódia de criptomoedas. Seu negócio é concentrado em soluções financeiras baseadas em stablecoins, incluindo pagamentos internacionais, operações de câmbio e fornecimento de liquidez para empresas. Carlos Russo, CEO e cofundador da Bloquo, afirmou que a companhia desenvolveu sua estrutura considerando as exigências regulatórias que estavam sendo discutidas no Brasil. “Desde o princípio, desenvolvemos produtos inovadores e pioneiros tendo como referência o novo arcabouço regulatório que se desenhava para pagamentos internacionais e operações de câmbio com stablecoins”, declarou. Nonco e Lumx também solicitam autorização ao Banco Central A Nonco, empresa especializada em negociação institucional de criptomoedas, também confirmou que protocolou seu pedido de autorização. A companhia oferece serviços de compra e venda de ativos digitais para instituições financeiras e outras empresas, incluindo operações de balcão, conhecidas como OTC, e fornecimento de liquidez. Entre suas soluções está uma infraestrutura que utiliza blockchain para facilitar operações internacionais envolvendo moedas tradicionais e stablecoins. No Brasil, a Nonco atua por meio da Nonco Serviços Digitais Ltda., sediada em São Paulo. A empresa não informou qual modalidade de autorização solicitou nem o número do processo apresentado ao Banco Central. Já a Lumx, que desenvolve infraestrutura para pagamentos internacionais com stablecoins, confirmou o protocolo de sua solicitação após aproximadamente dois anos de preparação regulatória. A empresa oferece tecnologia para que fintechs e instituições financeiras realizem transferências internacionais utilizando ativos digitais, conectando sistemas financeiros tradicionais à blockchain. “Depois de dois anos de construção, nesta semana chegamos a um marco importante: o protocolo do pedido de autorização da Lumx perante o Banco Central do Brasil”, afirmou Luana Peterle, sócia e diretora jurídica e de compliance da companhia. Em sua documentação regulatória, a Lumx informa que busca enquadramento como intermediária de ativos virtuais. Os cinco anúncios se somam aos pedidos divulgados recentemente por Mercado Bitcoin, Binance, Ripio, Bybit e OKX, entre outras empresas. Com a proximidade do prazo de 30 de outubro, novas empresas poderão divulgar suas solicitações nos próximos dias. A apresentação da documentação é apenas o início do processo, que ainda dependerá da avaliação do Banco Central para a concessão das licenças definitivas. Se você quer investir em criptomoedas com segurança, o Mercado Bitcoin oferece um benefício especial aos nossos leitores: use o cupom PORTAL250 no cadastro e ganhe R$ 50 de bônus em Bitcoin ao comprar R$ 250 em ativos. Clique aqui para abrir sua conta. O post Mais cinco empresas pedem licença cripto ao Banco Central e lista chega a 22 nomes apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.

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