IGP-M de setembro próximo a 1,5% sinaliza pressão inflacionária

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que a segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de setembro subiu 1,47%, após uma queda de 0,36% em agosto. Essa taxa representa a maior elevação desde abril, quando o índice atingiu 2,64%, e é impulsionada por aumentos generalizados nos preços de atacado e varejo. O economista André Braz, da FGV, projeta que o IGP-M completo de setembro ficará próximo a 1,5%. Essa aceleração inflacionária pressiona o poder de compra do consumidor e os custos de produção, impactando negativamente setores sensíveis. Instituições financeiras reavaliarão as expectativas de inflação e a trajetória da taxa Selic. Historicamente, períodos de alta do IGP-M, como em 2020-2021, levaram a ajustes significativos em contratos de aluguel e a uma postura mais hawkish do Banco Central. O próximo dado a monitorar será a prévia do IPCA, que pode confirmar ou amenizar essa pressão. No médio prazo, se a inflação persistir, o Banco Central poderá ser compelido a manter uma política monetária mais restritiva.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o mercado monitorará o comportamento dos preços ao consumidor via IPCA e as comunicações do Banco Central. Se a pressão inflacionária persistir, há um risco crescente de que o BCB adote uma postura mais conservadora, podendo sinalizar a interrupção do ciclo de cortes da Selic no final de 2026, impactando negativamente o custo de capital e as expectativas de crescimento.

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